Relógio tocando as 07h45 me faz pensar se continuo em sono profundo ou não. Levanto recordando que ontem à noite, conversando, vi que as distâncias e dificuldade de locomoção são maiores que imaginava. Tive que mudar um pouco o roteiro e a vila de Camenbert fica para uma próxima.

França | Dia 211º parada, vila medieval de St. Emilion. Entre túneis, galerias subterrâneas, most Iris seculares, becos e ruas estreitas e tortas, vou descobrindo uma dos lugares mais antigo e importante na história vinícola da França. Ao chegar no alto de uma colina para uma visita ao museu da cidade me suprindo com uma belíssima é inusitado torre enorme de igreja saindo do chão. Era o topo da igreja que foi escavada na montanha no início da vila. Belíssimo!

A história de Saint-Émilion remonta à pré-histórica, considerada pela UNESCO Patrimônio Mundial, com fascinantes igrejas romanas e ruínas que se estende ao longo de ruas íngremes e estreitas.
No século II os romanos plantaram vinhas no que viria a se tornar Saint-Émilion.
A cidade foi nomeada após o monge Émilion, um confesso viajante, que se estabeleceu em uma ermida esculpida na rocha lá no século oitavo. Foram os monges que o seguiram, que começou a produção comercial de vinho na área.
Saint-Émilion é uma das principais áreas de vinho tinto de Bordeaux, juntamente com o Médoc , Graves e Pomerol .

Antes do 2º destino, uma parada estratégica para comer uma deliciosa comida caseira, com direito a panceta brasseada em galhos de vinha, e aquele pratinho de queijos franceses antes da sobremesa, crème brulée.

França | Dia 21Abbaye de Echourgnac – uma visita ao mosteiro de freiras beneditinas que produzem um belíssimo queijo. E no meio daquele desfazer lê de vinhas ao longo da estrada surge uma seta é uma estreita estradinha lateral. No final dl a vai surgindo entre morros o mosteiro de Echourgnac, discreto e lindo. Ali as fritas produzem, além de geleias e doces os deliciosos queijos de leite cru de ovelhas próprias, com destaque o Trappe Echourgnac curado e lavado em licor de nozes.

Durante a visita me afasto um pouco e vou entrando e admirando toda aquela paz e tenra beleza, vou tirando fotos, logo noto numa casa maior, perdendo equipamentos típicos de uma queijaria, “opa! Encontrei!” Me aproximo dou a volta vejo as mais belas ovelhas que já vi na vida, “cena de filme!” Mas a casa me chama e me aproximo da janela para, xeretar. Vejo uma senhorinha, freira, e aceno todo feliz p ela. Essa por sua vez surpresa acena de volta sorrindo docemente e me convida para entrar.
Pena não falar francês, mas acho que nós entendemos com parco inglês e o idioma de paz e amor. Sorrisos, abraço, surgem outras que nos ajudam como intérpretes, mas que pela reação dessas, eu não deveria estar ali, dentro da queijaria. Sou presenteado com um queijo, um queijo abençoado e vou embora quase levitando por minutos de tanta paz e confraternidade. Olha que sou ateu… Mas o amor entre os seres, não necessita de religião.